Profissional “ciborgue”: como o ChatGPT vai mudar o mundo do trabalho
Especialistas afirmam que o ChatGPT não substituirá todo o trabalho humano, mas os profissionais terão de atuar em parceria com robôs

Você pode não perceber, mas a inteligência artificial (IA) já faz parte da sua vida cotidiana. Ela se faz presente quando sua caixa de e-mail bloqueia mensagens indesejadas, classificadas como spam. Ou quando sua assistente de voz dá informações sobre as condições meteorológicas e de trânsito antes de você sair de casa. No GPS que você utiliza para se locomover com o seu carro. E até mesmo nos filmes sugeridos nas diversas plataformas de streaming, de acordo com as suas preferências.
Como o Metrópoles mostrou, o modelo, que superou a marca de 100 milhões de usuários em apenas dois meses, pode significar o início de uma nova revolução digital, capaz de mudar a forma como lidamos com a tecnologia e como nos comunicamos. Nesse contexto, o mundo do trabalho não passa incólume e já começa a ser impactado.
Segundo uma pesquisa do site de empregos Glassdoor, com 4,5 mil funcionários de gigantes como Amazon, Google, Twitter, Meta, JP Morgan e Bank of America, 30% dos profissionais revelaram já ter usado o robô inteligente da OpenAI no ambiente de trabalho.
No Brasil, até o momento, o meio jurídico se destaca como aquele que mais tem utilizado a IA nas atividades do dia a dia. Em linhas gerais, são trabalhos mais burocráticos, como análise de documentos, elaboração de memorandos e minutas de e-mails, contratos ou reuniões, avaliação de jurisprudência ou protocolação de processos judiciais.
“Hoje, o ChatGPT pode ser visto como uma espécie de estagiário, para quem você pede que sejam feitas algumas pesquisas, organizadas e apresentadas em forma de texto. A melhor maneira de entendermos o que representa hoje o ChatGPT é pensar nesse ajudante”, compara Isac Costa, professor do Ibmec e especialista em tecnologia.
Para Costa, o profissional do futuro – ou do presente, dada a importância cada vez maior da IA no cotidiano das empresas – não será ameaçado pelo ChatGPT, desde que aprenda a trabalhar em parceria com o robô digital.
Um estudo do Boston Consulting Group (BCG) confirma essa avaliação, mostrando que um investimento inicial em ferramentas de IA dentro das empresas resulta em um ganho de até 6% em receita. Com investimentos crescentes na área, o aumento pode chegar a 20%.
história – e o emprego.
“Não vamos ser substituídos pela inteligência artificial, mas os profissionais que não a utilizarem para potencializar e aumentar a sua produtividade serão substituídos”, diz Morelli. “Quando você começa a interagir com a IA no seu dia a dia, para otimizar o trabalho que já fazia antes, o nível de produtividade aumenta absurdamente. A diferença é impressionante. É como se tivéssemos uma extensão de capacidades. Não tem como competir.” Não devem considerar apenas o armazenamento de conhecimento”, prossegue Costa. “Essa avaliação mecânica e enciclopédica precisa acabar. Hoje você tem Alexa, Google e a informação está a um clique dos alunos.”
Segundo Tiago Morelli, seja na escola, nos consultórios, nas redações, nas agências de publicidade ou em qualquer outro ambiente de trabalho, “as pessoas têm de começar a utilizar o ChatGPT ou outro tipo de IA “para ontem’”. “A IA é uma oportunidade de produzir melhor e aprender mais rápido. É uma revolução, algo que não tínhamos visto até então. Com o tempo, não haverá uma profissão sequer que não seja impactada pela IA. Umas serão mais, outras menos, mas para qualquer uma delas a IA será útil.”
Por: Metropoles